O Pacaembu não será mais utilizado pelo UFC. A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta sexta-feira a desistência de sediar o principal evento de MMA do mundo, após perder uma briga judicial com moradores vizinhos ao estádio. O Morumbi, que também estava cotado, é outro local que pode ficar fora.
A Associação Viva Pacaembu conseguiu uma liminar na Justiça que impede eventos no Pacaembu após a 1h da madrugada. No último UFC no Brasil, realizado em janeiro, no Rio, a luta principal só começou por volta de 2h da madrugada, para ser exibida em horário nobre nos Estados Unidos.
A prefeitura paulistana anunciou que não irá recorrer da decisão. O UFC seria realizado no Pacaembu no dia 16 de junho e teria como principal atração a revanche entre Anderson Silva e Chael Sonnen.
O Morumbi, que era a primeira opção do UFC, não apresentou um projeto adequado para cobrir o octógono e, devido à ameaça de chuva e cancelamento das lutas, também pode ser descartado pelos organizadores, que temem prejuízo na venda de pacotes de transmissão pela TV.
Psiu
O Ultimate esbarra na lei do Psiu, que impede a realização de eventos em
locais abertos depois da 1h. O Morumbi tem como
obstáculo a questão da infraestrutura, pois seria preciso cobrir boa
parte do gramado, onde ficaria o octagon, por conta de uma possível
chuva.
“O movimento Viva Pacaembu conseguiu na Justiça sentença garantindo que
os eventos no estádio terminem até meia-noite e alcancem um máximo de 45
decibéis. Para você ter uma idéia, medi 60 decibéis dentro do gabinete
do prefeito", informa o secretário de esporte do município”, disse
Bebeto Haddad, secretário municipal de esportes de São Paulo, à “Folha”.
Devido ao apelo do card desta edição, que terá a revanche entre
Wanderlei Silva e Vitor Belfort, além da aguardada batalha entre
Anderson Silva e Chael Sonnen, existe a possibilidade de o show ser
transferido para o Rio de Janeiro. A Cidade Maravilhosa foi palco de
duas edições recentemente, todas na HSBC Arena, cuja capacidade é de
cerca de 15 mil pessoas.


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