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ATIVIDADES DE AMIGOS

    Ranking da CBV vira castelo de areia no vôlei de praia

    RIO - Num esporte vitorioso, mas que não prima pela longevidade de suas parcerias, a decisão sobre quem vai ou não representar o Brasil em Jogos Olímpicos mudou de mãos nesta segunda-feira. Até Pequim-2008, as duplas brasileiras na disputa do vôlei de praia eram conhecidas estritamente com base no ranking mundial. Agora, atendendo a uma determinação da Federação Mundial de Vôlei (FIVb), quem passa a indicar seus representantes é a entidade nacional, no nosso caso a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). Além de trazer esse caráter de seleção brasileira à modalidade, a entidade anunciou ontem a mudança e também os nomes dos atletas que concorrerão às vagas, através do Programa Corrida Olímpica.

    As duplas Juliana/Larissa, Talita/Maria Elisa e Taiana/Vivian, no feminino, e Alison/Emanuel, Ricardo/Pedro Cunha e Márcio/Pedro Solberg, no masculino, foram as escolhidas pela confederação para a disputa das vagas para Londres. Para se tornar elegível, o atleta precisa ter jogado 12 das 21 etapas do circuito mundial desde o ano passado. Ainda faltam sete até as Olimpíadas, sendo a primeira delas em abril, em Brasília.

    Curiosamente, pelo ranking atual do masculino, o Brasil teria duas vagas garantidas, com os líderes Alison/Emanuel e a segunda com uma dupla já desfeita, Márcio/Ricardo, hoje em oitavo lugar na pontuação - entram as 16 primeiras, sendo no máximo duas por país. Nesse caso, se a Olimpíada fosse hoje, caberia à CBV apontar entre os nomes da corrida quem formaria a segunda dupla. Tanto Ricardo/Pedro Cunha, quanto Márcio/Pedro Solberg estão com zero ponto, por terem formado suas duplas recentemente.

    - É uma situação nova, mas acho que a indicação das duplas vai passar pelo rendimento. Como em qualquer outra competição, os melhores têm que ir - analisa Ricardo.

    Se, por um lado, a mudança dá margem ao receio de injustiças, por outro, traz autonomia aos dirigentes para evitar saias justas, como no caso de Juliana e Larissa, às vésperas dos Jogos de Pequim-2008. Juliana sofreu uma séria lesão no joelho na etapa de Paris, dois meses antes das Olimpíadas e, por decisão da dupla, Larissa decidiu esperar pela parceira até a data-limite para as inscrições, a três dias da estreia. Quando Juliana anunciou que não teria condições de disputar as Olimpíadas, já na China, a confederação teve de convencer Larissa às pressas a aceitar jogar com Ana Paula. Sem ter feito um treino sequer antes da disputa, a dupla caiu nas quartas e o Brasil voltou sem medalha no feminino.

    Vaidades de fora

    Pelo novo critério, a CBV tem o direito de intervir, sem receio de ferir suscetibilidades, convocando substituta ou até mudando uma dupla.

    - Até pelo que houve conosco em 2008, entendo essa mudança. É uma forma de a confederação se proteger - admite Larissa.

    - O que muda é que o país passa a ter o controle da situação. Não vai ter isso de um não querer jogar com o outro. Mas, obviamente, sempre haverá bom senso na escolha - garante o gerente de seleções, Amilton Barreto.

    Para Emanuel, o importante é saber valorizar quem está tendo bons resultados.

    - Dois jogadores só formam um bom time quando trabalham juntos e buscam suas metas - completa.

     

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