RIO - Desde que chegou ao Botafogo, Andrezinho não se cansa de ouvir palavras de apoio dos torcedores alvinegros. Revelado pelo Flamengo, o adversário deste domingo, às 19h30m, no Engenhão, o apoiador logo descobriu a razão de tanto prestígio em tão pouco tempo no atual clube: o gol de falta que marcou pelo Internacional aos 44 minutos do segundo tempo, no dia 20 de maio de 2009, que eliminou os rubro-negros da semifinal da Copa do Brasil. Ali, ganhou a admiração e a esperança de que tudo se repita com a camisa alvinegra.
Rivalidades à parte, o apoiador se prepara para disputar o seu primeiro clássico estadual desde que saiu do Rio em 2004. A expectativa é a melhor possível, mas sempre mantendo a característica que faz questão de enfatizar: a da participação coletiva.
- Eu sempre digo e vou repetir: para se conquistar um título você tem vencer alguns jogos. Para fazer história e ganhar vários títulos, você precisa de um grupo em que todos estejam dispostos a colaborar e a se sacrificar - afirma Andrezinho.
A decisão de voltar ao Rio foi um desafio pensado por Andrezinho. O jogador tinha pela frente mais um ano de contrato com o Internacional, onde é querido, conquistou títulos e mais títulos como a Copa Sul-Americana, Libertadores e Recopa Sul-americana além dos estaduais. Este ano, estava com participação garantida em mais uma disputa de Libertadores pelo clube.
Títulos e agradecimento
A vontade de correr riscos e a volta ao Rio bateram forte. O namoro com o Botafogo, que há dois anos desejava tê-lo em sua equipe, pesou na escolha além do espírito aventureiro. Apesar de ser novo, 28 anos, e sempre ter ficado alguns anos nas equipes, como o Flamengo, Pohang (da Coreia do Sul) e Internacional, além dos laços de amizade com o Nova Iguaçu, clube detentor de parte dos seus direitos econômicos, o mais carioca dos paulistas de Campinas achou que era o momento de colaborar com o alvinegro.
- Muita gente acha que eu sou carioca, por ter vindo cedo para o Rio. Com 7 anos, o Rondinelli me trouxe para o Flamengo. Ali, aprendi que tinha que ajudar minha família. Estou acostumado com a responsabilidade desde cedo e o Rio foi uma paixão - afirma Andrezinho, que hoje se rende aos conselhos que recebeu na época de Rondinelli. - Naquele tempo, não ligava muito para o que ele falava. Era meio chato. Mas foi graças ao Rondinelli que aprendi a valorizar a minha vida e o que o futebol poderia representar para mim. - lembra o atacante.
As dificuldades da vida e a percepção de que seriedade e comprometimento ajudam na carreira, além da aptidão para o futebol, fizeram Andrezinho ser convocado e aparecer nas seleções brasileiras Sub-17 (campeão mundial); Sub- 20 (campeão sul-americano) e Sub- 23 ( campeão mundial). Ou seja: títulos são uma especialidade do jogador.
O avatar alvinegro
Nada mau para o Botafogo, que passou em branco no ano passado e inicia 2012 com ganas de recuperar o tempo perdido. Neste sentido, pela liderança que exerce e o alto profissionalismo, Andrezinho pode ser uma peça importante para uma mudança de atitude de toda a equipe.
No pouco tempo em que está no clube, já deu para fazer uma pequena análise.
- Aqui existe um bom ambiente e um grupo forte. É uma questão de confiança, de acreditar e não perder a cabeça. O Botafogo vai ter um bom desempenho este ano e eu pretendo ajudar - assegura com simplicidade Andrezinho.
Sua figura, cabelos longos, que lembra o personagem do filme Avatar, rendeu uma homenagem e brincadeira de Jóbson. O atacante um dia pediu emprestado o computador de um jornalista. Quando devolveu estava desenhada a figura de um avatar e a palavra Andrezinho. Ali nasceu o "Avatar alvinegro", e a torcida para que o jogador tenha o mesmo sucesso do filme em sua passagem pelo Botafogo.


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