| País: | Brasil |
| Esporte: | Atletismo |
| Aniversário: | 11/08/1969 |
| Altura: | 1,68m |
| Peso: | 54kg |
| Idade: | 38 anos |
| Clube: | Clube de Atletismo BM&F/ Pão de Açúcar |
| Trajetória: | Nascido em Cruzeiro D'Oeste e criado na pequena Tapira (ambas no PR), Vanderlei viveu a sua juventude na roça, onde trabalhou até como bóia-fria. No entanto, desde pequeno se interessou pelo esporte e, ainda juvenil, foi convocado para a seleção brasileira que disputou o Mundial Sub 20, no Canadá, em 1988. Jogou jogos regionais, passou pela Equipe Eletropaulo de Atletismo e pela Equipe Funilenso de Campinas antes de ganhar o mundo como maratonista internacional. Em 1994 começou, e muito bem - diga-se de passagem -, a sua carreira de maratonista. Em Remis (França), o brasileiro foi contratado para ser o 'coelho' da prova e puxar o ritmo até a metade do percurso. Cumprido o acordo e em boa condição física, Vanderlei resolveu seguir em frente e venceu a competição. Após isso, conquistas como a primeira e a segunda colocação na Maratona de Tóquio (1996 e 1998), a vitória da Maratona Internacional de São Paulo (2003) e a primeira posição na Maratona de Hamburgo (2004) colocam Vanderlei como um dos principais nomes da história do atletismo brasileiro. Em fevereiro de 2007, o paranaense disputou a Maratona de Tóquio como preparação para o Pan-Americano do Rio de Janeiro, em julho. Após uma preparação específica de cinco semanas na cidade de Paipa, na Colômbia, Vanderlei ficou com a sexta colocação e manteve a segunda melhor marca do País para o Pan-Americano. |
| Pan-Americanos: | O Pan-Americano do Rio de Janeiro é certamente a maior meta do brasileiro para 2007. Além da óbvia importância da competição, Vanderlei Cordeiro de Lima quer defender e perpetuar uma meta pessoal: é o atual bicampeão da competição com consecutivas medalhas de ouro em Winnipeg (1999) e em Santo Domingo (2003). Os nomes dos dois representantes do País na prova serão conhecidos em 22 de abril. Neste dia, serão convocados os dois primeiros do Ranking Brasileiro, no período de 01/01/2006-22/04/2007. No momento, ele é o 2º do Ranking. Mas o número 1, Maílson dos Santos, já decidiu correr os 5.000 m e os 10.000m no Pan, o que facilita a vida de Vanderlei. |
| Olimpíadas: | Apesar da sua hegemonia em Pan-Americanos, foi nas Olimpíadas de Atenas (2004) que o maratonista paranaense conquistou seu maior feito. Aproximadamente no km 37 da maratona (que tem cerca de 42 km de extensão), na primeira posição, Vanderelei foi atacado pelo padre irlandês Cornelius Horan, que fazia uma manifestação religiosa. Após se desvencilhar do assédio e perder totalmente a concentração na prova, o brasileiro viu sua vantagem de cerca de 40 segundos sobre o segundo colocado cair assustadoramente. Em pouco tempo o Vanderlei cedeu a primeira e a segunda posição, para o italiano Stefano Baldini e o eritreu naturalizado norte-americano Meb Keflezighi, respectivamente. A medalha de bronze com gosto de ouro e direito a aviãozinho na linha de chegada, a primeira do Brasil na história das Olimpíadas na modalidade - até então a melhor colocação de um brasileiro havia sido nos Jogos de Atlanta 1996, quando Luís Antônio dos Santos chegou 10ª colocação -, salvou o atletismo tupiniquim de sair dos Jogos sem nenhum pódio. Enquanto Vanderlei comemorava o resultado da última competição dos Jogos, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) buscava, por meio de um recurso, colocar o ouro no peito do brasileiro, sem prejuízo ao italiano Baldini. A tentativa foi frustrada, mas o maratonista foi homenageado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) com a medalha Pierre de Coubertin (idealizador das Olimpíadas da Era Moderna), honraria cedida apenas uma vez durante a competição, quando um velejador austríaco abandonou uma das regatas dos Jogos de Seul (1988), se atirou no mar e salvou um competidor que estava se afogando. Atenas 2004 foi a terceira Olimpíada de Vanderlei Cordeiro de Lima que ficou na 75° posição em Sydney 2000 e no 47° lugar em Atlanta 1996. |
| Principais conquistas: | Não tem como negar que a medalha de bronze em Atenas 2004 é a sua principal conquista. Está certo que se fosse de ouro, como provavelmente seria não fosse o manifesto do padre irlandês nada convencional, a conquista seria ainda maior. No entanto, não podemos descartar importantes vitórias como em Tóquio e São Paulo. A trajetória do brasileiro é tão interessante que a Editora Casa da Palavra reuniu em um livro. "A maratona de uma vida" foi lançado em março de 2007 e conta detalhes da vida do maratonista, desde a sua infância humilde no Paraná até a frustrante conquista da medalha de bronze em Atenas 2004 e a preparação para o Pan-Americano do Rio de Janeiro, em 2007. |
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