A Família ganhou mais um
Postado por Ana Moser no Y!Pan
Estão todos aí na foto: o Pai, os Filhos (Ricardinho está representado na bandeira) e os netos e netas. A colocação tem um pouco de ironia. Na verdade, eu não gosto muito da relação que se faz entre times e famílias. Time é time, família é família. Nem a Família Scolari, nem a Família Bernardinho, nem qualquer outra. O que esses homens fazem nas quadras e campos, é funcionar como uma equipe. Família é o que carregamos do berço, os laços são de sangue ou de afinidade, os objetivos são comuns, mas não tem prazo de validade. Numa equipe, os objetivos são comuns enquanto durar o tempo útil dos atletas e técnicos. Quando este tempo finda (as peças já não dão os mesmos resultados e não são mais tão importantes), o time continua com outros membros.
Este papo de família em esporte é um ato falho. O sistema esportivo é paternalista sim, centrado em lideranças que concentram poder e ditam as regras. Os atletas tem pouca voz nessa balança, às vezes por repressão, outras por serem jovens (ou despreparados) demais. Se fosse uma família, seria um modelo bem antiquado. O real de um time, é que as pessoas estão lá para dar resultado. Ganha mais quem conseguir, por mais tempo, passar por cima dos interesses individuais em nome do resultado do grupo. Ou, em outras palavras, por quanto tempo e o quanto vale a pena dar de si para um time.
Abaixo eu reproduzo trecho da matéria da Revista Época, em levantamento jornalístico a respeito do corte do Ricardinho.
A comissão técnica e os jogadores dividiram o prêmio de US$ 1 milhão pela vitória (Nota AM: Prêmio pelo título da Liga Mundial). O levantador decidiu, porém, que seu prêmio individual de US$ 100 mil seria dividido somente entre os jogadores, e não com a comissão técnica, rompendo uma combinação cumprida desde 1991 (Nota AM: o combinado é desde 2001). Segundo três pessoas próximas da seleção, Ricardinho e Bernardinho travaram, exaltados, o seguinte diálogo na frente da equipe:
? O prêmio do jogador é dos jogadores. São eles que passam a bola, eles que entram em jogo.
? Isso não é o combinado. Como você pode decidir isso e não me falar nada?
? E quando você vai dar suas palestras, você me fala alguma coisa? Quando vai gravar comercial, você divide com a gente?
(Foto Sílvio Ávila - www.cbv.com.br)
Ana Moser
Ex-jogadora de vôlei da seleção
Comente (34) »Comentários enviados
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- 1.Enviado por neuronio2002 em Dom, 29 Jul, 10h42
- Prezada Ana Moser; Creio que há substancial fundamento que o athleta Ricardinho expôs, emergenciando aí uma revisão nestes acordos! O prêmio(um carro ZeroKm, por ex) que o Ronaldo Fenômeno ou outro qualquer receba em nada reflete ao Renato Teixeira, foi uma jogada individual em que o beque lhe acertou dois chutes consecutivos em sua canela a virilha, e suportando a dor alucinante, prosseguiu ainda atordoado de dor e usou suas últimas forças num chute cego e certeiro! Diga-nos, onde é que entra o serviço do Tradutor de Idiomas da Delegação/Comissão Técnica nessa jogada individual? Já o Fisioterapeuta e o Preparador Físico correm por fora ganhando seus $$$ nas mais diversas palestras motivacionais graças ao rendimento positivo que sua equipe proporcionou aos olhos da mídia, sem que tal profissional se sinta na obrigação de repassar tal comissão do $$ ganho nestes eventos aos athletas com quem ele trabalhou! Vide por exemplo Nuno Cobra, que até hoje ganha seus $$$ por trabalhos ainda as custas do Airton Senna, na década passada! O que ocorreu entre o Ricardinho e o Técnico Bernardo é que este segundo não admitiu e ainda sequer engoliu ouvir isso na própria cara ao invés de tal insatisfação ter sido mantida somente nos corredores, apunhalando-o pelas costas numa convivência de bastidores e falsidades! Na minha opinião há cabimento sim quanto ao questionado pelo Ricardinho, embora a falha(o texto não está na íntegra) possa vir a ser associada com a falta de habilidade na colocação dos fatos perante o técnico, mas não há como negar o fama do Técnico não ser dado a concessões nem tão pouco ao diálogo, haja visto já alguns xiliques! Bernardinho é competentíssimo! Devemos a ele todos os prêmios/conquistas, não há outro nome que o substitua a altura! Mas, lembrando-se que, se isso é mesmo uma família, um filho(Ricardinho) tem todo o direito de questionar o pai, já que no curto texto não menciona insultos
- 2.Enviado por alexchapada em Dom, 29 Jul, 10h42
- Acho que o Ricardinho foi mau carater. Se existe uma combinação, ela deve ser cumprida! Esse papinho de comercial, ele usou apenas de desculpa. Isso não é honesto. Qualquer alteração em combinações feitas por equipes deve ser discutida antes. Jamais confiaria numa pessoa dessas!
- 3.Enviado por suziafo em Dom, 29 Jul, 11h00
- Gente, foi divinal !!!!!!!! não há palavras pra descrever a emoção de assistir tanta vitória brasileira no Rio de Janeiro,nós brasileiros e principalmente nós cariocas merecemos, depois de tanta violência que vivemos no dia a dia e tantos escândalos na política, ao menos no esporte podemos ter orgulho de dizer que SOMOS BRASILEIROS. estávvamos precisando disso para elevar nossa auto-estima.
- 4.Enviado por suziafo em Dom, 29 Jul, 11h01
- SÓ ESTOU AGUARDANDO A FOTO DA VITÓRIA DO BASQUETE BRASILEIRO, E NOTÍCIAS DO JOGO DE TÊNIS.
- 5.Enviado por calbaiano em Dom, 29 Jul, 11h11
- Ricardinho se mostrou um verdadeiro mau-caráter. Um trato a mais de 6 anos e logo agora que ele ganha o título de melhor jogador quer pular fora. Quantas vezes Giba e cia ganharam e não deram para trás? E essa desculpa dele foi ridícula, pois ele também ganha seus contratos e patrocínios pelos clubes, tem seu nome em evidência no voleibol Mundial, e também deve fazer suas propagandas na Itália e o Bernardinho não pergunta nada sobre isso. Argumentação falha desse levantador, que perdeu o senso de noção e deixou o estrelismo tomar conta da sua carreira. Trato em seleção é totalmente diferente, e se é feito, tem que se cumprir. Até porquê eles ganham muito mais que os representantes da comissão técnicas em seus clubes e nada mais justo que dividir isso com eles (não digo bernardinho, mas todos os membros, estastísticos, cordenadores e cia). Ricardinho revolucionou o colêi brasileiro e a seleção deve muito a ele, mas ele deve muito mais à seleção e ao Bernardinho, que deram todo apoio a ele, e até barrou o mito do levantamento na época o Maurício, dando a chance ao Ricardinho que sempre foi um eterno banco. Se hoje Ricardinho tem altos contratos na Itália, salários e patrocínios de ser o melhor levantador da melhor equipe do mundo, ele deve isso à seleção e ao bernardinho que bancou ele. Estrelismo é a pior merda que pode acontecer a um atleta.
- 6.Enviado por frcrrufino em Dom, 29 Jul, 11h23
- Ricardinho foi tão arrogante quanto julga ser Beranrdinho. Por mais que seja injusto dividir prêmio com o técnico há um acordo e ele dve ser mantido por questão de... caráter! Mas o melhor foi mesmo a vitória do Brasil provar que ninguém é insubstituível. Fato lamentável! E eu desejaria que o Ricardinho não mais jogasse nessa seleção.
- 7.Enviado por viverdedamata em Dom, 29 Jul, 11h31
- Eu ao contrário da comentarista acho pertinente a comparação de times esportivos com famílias, inclusive acho que esta comparação ou essa analogia pode ser até mais ampla, já que em minha opinião, podemos comparar a família a um grupo de trabalho qualquer. Pois, apesar de terem objetivos diferentes, assim como em uma família existe o convívio diário, os desentendimentos e o principal a aceitação. Assim como em uma família em muitas situações é necessário trazer problemas à tona, e digeri-los, nem sempre este processo é algo simples, mas assim como em famílias que dão certo, times vencedores tem que encarar estes problemas de frete e conviver com as conseqüências dos atos de todos os envolvidos. Parabéns a “Família Bernadinho”, e que estes problemas assim como outros que possam aparecer, sejam encarados, com a principal arma de uma família, que é o dialogo, e que o objetivo maior seja sempre o bem do coletivo, mesmo que em primeiro memento isto não fique claro.
- 8.Enviado por clamag34 em Dom, 29 Jul, 12h01
- Concordo, Ana. Família é uma coisa, equipe é outra. Família tem pai, mas não tem Comissão Técnica. Comissão tem técnicos, mas não tem pai. E por aí vai. É bom ler um texto sobre o assunto sem as picuinhas de sempre: quem é o mesquinho? quem é o argentário? quem é o filhinho desobediente? quem é o papai prepotente? quem descumpriu os combinados? Continue lúcida. Abraço.
- 9.Enviado por clamag34 em Dom, 29 Jul, 12h03
- Concordo, Ana. Família é uma coisa, equipe é outra. Família tem pai, mas não tem Comissão Técnica. Comissão tem técnicos, mas não tem pai. E por aí vai. É bom ler um texto sobre o assunto sem as picuinhas de sempre: quem é o mesquinho? quem é o argentário? quem é o filhinho desobediente? quem é o papai prepotente? quem descumpriu os combinados? Continue lúcida. Abraço. Cláudio/Belo Horizonte.
- 10.Enviado por clamag34 em Dom, 29 Jul, 12h03
- Concordo, Ana. Família é uma coisa, equipe é outra. Família tem pai, mas não tem Comissão Técnica. Comissão tem técnicos, mas não tem pai. E por aí vai. É bom ler um texto sobre o assunto sem as picuinhas de sempre: quem é o mesquinho? quem é o argentário? quem é o filhinho desobediente? quem é o papai prepotente? quem descumpriu os combinados? Continue lúcida. Abraço. Cláudio/Belo Horizonte.

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