Yahoo! Pan 2007

 
Ana Moser

Fim de papo sobre as vaias

Postado por Ana Moser no Y!Pan

Fechou o Yahoo! Respostas. Os internautas escolheram a melhor. Valeu pela participação. Muitas diferentes visões desse tema. O que tenho a dizer não é para desmerecer nosso povo. Porém, sem um senso crítico não se caminha. Por isso, me desculpem a franqueza.

As vaias da torcida intencionadas para desestabilizar o adversário, desconcentrar, torcer para errar, ou desvalorizar a vitória, são espírito de porco, não espírito esportivo. Podem dizer que é a maneira da torcida participar. Concordo, mas é uma maneira não ética e sem nobreza. Querer bem ao seu atleta, não querer mal ao adversário.

Essa reação da torcida, mais os comentários neste espaço mostram, em geral, uma realidade carente. Somos um povo sem Cultura Esportiva. Gostamos de assitir esporte na TV (ao vivo o povo quase não tem chance). Mas sabemos pouco da PRÁTICA ESPORTIVA, pois praticar esporte no Brasil é para poucos. E só quem sentiu na pele, um dia que seja, uma grande e injusta vaia, pode dizer o que isso signifa.

Esporte é cidadania, certo? Então vamos começar a ensinar na escola o esporte que se vê na TV. Com disputa e superação, mas também com vaias e rixas para os adversários. Combinado? 

Ana Moser

Ex-jogadora de vôlei da seleção

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Comentários enviados

Entre na discussão. Abaixo seguem os últimos posts por ordem de envio.

1.Enviado por pedrotavio em Seg, 30 Jul, 20h03
A torcida presente nos eventos do PAN do Rio de Janeiro foi, na maioria dela, pessoas que acham que todas modalidades espotivas são como o futebol. Demontram isso para o mundo inteiro, atrapalhando os atletas, principalmente, do atletismo, atrapalhando largadas com barulho que faziam. Esse papel de não se resumiu apenas na torcida, quando os comentaristas do TV diziam " agora é só secar fulano que nó ganharemos uma madalha", talvez sem intensão, mas isso motiva as pessoas a torcer contra, e a forma de espressarem isso é com vaias. As pessoa não tem cultura sobre outros esportes no Brasil, tudo bem, mas o respeito deve estar em primeiro lugar, antes de durante qualquer que seja a critica fizemos. Vamos apoiar nossos atletas mas respeitando as difernças entre as modalidades, pois o pricipal deve ser o show dos atletas, que treinaram muito para conseguir chegar onde chegaram.
2.Enviado por fabiodiruff em Seg, 30 Jul, 20h13
Vejamos, o esporte que se vê na tv é visto de que forma? Quando o Galvão Bueno fala que o Canadá é um "ladrão" de medalhas do Brasil, ele quer que tipo de comportamento se tenha? Vc mencionou senso crítico, bem dito, mas a discussão, e consequentemente, discordância de opiniões, tb têm de ser respeitadas, certo? Não acho que tenha que ser nada combinado, até porque, quem diz o que é ético é a sociedade. Ela toma como justo determnados comportamentos. Esta é a definição de ética. São comportamentos que a sociedade cria espontâneamente. Antes de acusar, é preciso que se entenda o porquê das coisas. Ver as coisas apenas pelo olhar acusador, pra mim, é uma visão mesquinha e primária. As vaias nunca tiveram cunho pessoal, não eram dirigidas á ofensas, mas a reações do jogo. concordo que houve certo exagero, mas ninguém pode censurar - até porque isso é contra a nossa natureza democrática- ou deixar combinado como se deve comportar ou não, dizer ao povo o que e´ético. Quem tem comprometimento com espiríto esportivo é o atleta, não a torcida. Torcida não quer dizer espectador. Quem vai a um jogo ,não o vê como se vê na TV. Se a forma de participar, incluir vaias, elas serão feitas e ponto. O esporte, ana, não é salvação da educação. Não dá a ninguém juizo crítico. Tem função sociializadora, cataizadora da educção, mas não dar olhar crítico a ninguém. A vaia em si não é o pior, mas a vaia sem motivo. Acredito que na maioria das vezes, quem vaiava sabia porque estava vaiando na maioria das vezes. porque a maioria q foi aos estádios e assitiu os jogos, eram de classe média. Mesmo o atleta, que faz juramento, tem obrigação ética (esportiva) em decorrência disso não consegue estar acima da rivalidade do espírito de competição, não pode exigir isso de ninguém. Acho esporte pode sim ser um estimulante a educação, mas não traz nada que leve a formação de um senso crítico e
3.Enviado por fabiodiruff em Seg, 30 Jul, 20h13
Vejamos, o esporte que se vê na tv é visto de que forma? Quando o Galvão Bueno fala que o Canadá é um "ladrão" de medalhas do Brasil, ele quer que tipo de comportamento se tenha? Vc mencionou senso crítico, bem dito, mas a discussão, e consequentemente, discordância de opiniões, tb têm de ser respeitadas, certo? Não acho que tenha que ser nada combinado, até porque, quem diz o que é ético é a sociedade. Ela toma como justo determnados comportamentos. Esta é a definição de ética. São comportamentos que a sociedade cria espontâneamente. Antes de acusar, é preciso que se entenda o porquê das coisas. Ver as coisas apenas pelo olhar acusador, pra mim, é uma visão mesquinha e primária. As vaias nunca tiveram cunho pessoal, não eram dirigidas á ofensas, mas a reações do jogo. concordo que houve certo exagero, mas ninguém pode censurar - até porque isso é contra a nossa natureza democrática- ou deixar combinado como se deve comportar ou não, dizer ao povo o que e´ético. Quem tem comprometimento com espiríto esportivo é o atleta, não a torcida. Torcida não quer dizer espectador. Quem vai a um jogo ,não o vê como se vê na TV. Se a forma de participar, incluir vaias, elas serão feitas e ponto. O esporte, ana, não é salvação da educação. Não dá a ninguém juizo crítico. Tem função sociializadora, cataizadora da educção, mas não dar olhar crítico a ninguém. A vaia em si não é o pior, mas a vaia sem motivo. Acredito que na maioria das vezes, quem vaiava sabia porque estava vaiando na maioria das vezes. porque a maioria q foi aos estádios e assitiu os jogos, eram de classe média. Mesmo o atleta, que faz juramento, tem obrigação ética (esportiva) em decorrência disso não consegue estar acima da rivalidade do espírito de competição, não pode exigir isso de ninguém. Acho esporte pode sim ser um estimulante a educação, mas não traz nada que leve a formação de um senso crítico e
4.Enviado por fabiodiruff em Seg, 30 Jul, 20h21
Mesmo o atleta, que faz juramento, tem obrigação ética (esportiva) em decorrência disso não consegue estar acima da rivalidade do espírito de competição, não pode exigir isso de ninguém. Acho esporte pode sim ser um estimulante a educação, mas não traz nada que leve a formação de um senso crítico e acho hipocrisia de um atleta o ude qualquer pessoa achar-se no direito de ser exemplo a alguém.
5.Enviado por fabiodiruff em Seg, 30 Jul, 20h49
Acho esporte pode sim ser um estimulante a educação, mas não traz nada que leve a formação de um senso crítico e acho hipocrisia de um atleta ou de qualquer pessoa achar-se no direito de ser exemplo a alguém.
6.Enviado por fabiodiruff em Seg, 30 Jul, 20h59
Acho esporte pode sim ser um estimulante a educação, mas não traz nada que leve a formação de um senso crítico e acho hipocrisia de um atleta ou de qualquer pessoa achar-se no direito de ser exemplo a alguém.
7.Enviado por s_127281 em Seg, 30 Jul, 22h56
É por essas e outras que vc sempre foi uma atleta diferenciada dentro das quadras e tão admirada fora delas. Parabéns pela coragem e disposição de expor suas idéias. Mais uma vez, um exemplo.
8.Enviado por ms_antos em Ter, 31 Jul, 00h57
Ana, primeiramente parabéns pelo Blog. Seu senso crítico e sua franqueza tornam, sem dúvida, este espaço diferenciado. Quanto ao assunto das vaias, estou de pleno acordo. Na minha comunidade do Orkut, levantei um tópico sobre o mesmo assunto, demonstrando-me escandalizado de como a vaia saia tão fácil, inconteste e estridente da boca dos torcedores. Não havia um ato sequer de reflexão por parte da torcida sobre o porquê de se estar fazendo aquilo. E, do mesmo modo que você, também fui rechaçado com vários comentários que optaram por apoiar o movimento das vaias. Na verdade, o dissenso não me incomoda. Aliás, é construtivo e faz parte do sistema democrático. O que, na verdade, me deixa insatisfeito são as justificativas para apoiá-las. Por exemplo: o brasileiro é um povo "sincero"; é o jeito de nos expressarmos; tem que vaiar mesmo os americanos, os cubanos e por aí vai... No caso das vaias ao Presidente da República, as justificativas foram mais sérias ainda. Partiram desde o fato de que ele seria um ladrão até outras questões bastante pessoais. Esta última vaia - a do Presidente - me deixou particularmente consternado, pois foi um ato cabal de que grande parte destas pessoas desconhecem o momento de protestar, o modo de protestar e o próprio valor da autoridade. Frise-se: não sou contra o protesto político. Mas, numa cultura democrática madura, protestos não se realizam deste modo. A maioria das vaias partiram, inclusive, de pessoas que se valiam do anonimato proporcionado pelas luzes apagadas. Isto é covardia. Uma manifestação organizada, coerente, consciente dos seus propósitos precisa ter uma pauta de reivindicações, um representante, integrantes identificáveis. Enfim, reivindicações só são válidas na medida em que são transparentes e se formalizam de modo democrático. O Presidente sequer teve o direito de responder aos protestos, pois ali era a abertura dos jogos e não uma tribuna de disputas p
9.Enviado por ms_antos em Ter, 31 Jul, 00h57
. Portanto, aquilo não era o momento adequado. Quanto à vaia nos esportes também estou de acordo com sua opinião. Infelizmente, na maior parte das vezes a torcida não entendeu o valor dos jogos e o que tudo aquilo representava para os atletas adversários. Achava que pelo ouro tudo valia, até mesmo provocar o erro do nosso oponente. Em esportes que exigem um alto grau de concentração, como a ginástica, vi esportistas perdendo medalhas por causa disso. Então, responda-me: qual o valor de uma medalha de ouro/prata/bronze ganha deste jeito? Com efeito, podemos ir pouco mais adiante e fazer até outra indagação: será que na vida destas pessoas que vaiaram intensamente os demais jogadores, elas aceitariam como válida uma vitória conquistada graças a um erro intencionalmente provocado em seu concorrente? Digo isso, porque o debate não pode se restringir à questão esportiva. Isto precisa ser levado ao dia-a-dia. Então, respondam-me: são válidas vitórias pessoais conquistadas à base do ardil? Eu não tenho dúvidas em dizer que NÃO. Ana, você disse que falta cultura esportiva. Embora não discorde, eu vou além: falta EDUCAÇÃO. Educação até para conseguirmos discutir isso de forma civilizada, educada, com argumentos razoáveis e sem precisarmos ser agredidos. Espero que este debate nunca se encerre. Precisamos crescer não apenas como torcedores, mas como cidadãos!
10.Enviado por anlumi1971 em Ter, 31 Jul, 01h02
Ana Mozer, gostaria de conhecer mais sobre seu projeto de volei para crianças nas escolas públicas de RJ e SP. Me escreva para eu conhecer mais esse projeto: prodarc@hotmail.com
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