Havana - 1991
| Quadro geral de medalhas | ||||
| País / Medalhas | total | |||
| Cuba | 140 | 62 | 63 | 265 |
| Estados Unidos | 130 | 125 | 97 | 352 |
| Canadá | 22 | 46 | 59 | 127 |
| Brasil | 21 | 21 | 37 | 79 |
| México | 14 | 23 | 38 | 75 |
| Argentina | 11 | 15 | 29 | 55 |
| Colômbia | 5 | 15 | 21 | 41 |
| Venezuela | 4 | 14 | 20 | 38 |
| Porto Rico | 3 | 13 | 11 | 27 |
| Chile | 2 | 1 | 7 | 10 |
O Muro de Berlim havia sido derrubado em 1989 e Cuba amargava uma tremenda crise financeira. Mesmo assim, não abriu mão de sediar em Havana os XI Jogos Pan-Americanos, que, de 8 a 18 de agosto de 1991, reuniram 4.519 atletas de 39 países, que competiram em 27 modalidades esportivas. Os anfitriões não foram tão cordiais com Tio Sam e outros visitantes e, pela primeira e única vez na história, Cuba ficou em primeiro lugar no quadro final de medalhas, com 140 de ouro e 265 no total. O Brasil terminou em quarto lugar, com 79 pódios, sendo 21 dourados.
A mascote dos Jogos de Havana foi o Tocopan, mistura de Pan com Tocororo, a ave nacional cubana. E foi correndo muito – e não voando – que Robson Caetano venceu nos 100m, com 10s32, na primeira vez em que um brasileiro conquistou a medalha de ouro na prova mais rápida do Atletismo. Eronildes de Araújo ganhou nos 400m com barreiras. Nos dois próximos Jogos ele também venceria, igualando o tri de Adhemar Ferreira da Silva. Já Luísa Parente, sim, quase voou como Tocopan e por isto ficou em primeiro lugar no salto sobre o cavalo e nas paralelas, feito inédito para a Ginástica Olímpica do Brasil, abrindo caminho para Daiane dos Santos e outras feras.
Quem mais conquistou medalhas na delegação brasileira de 304 atletas – a maior da história até então – foi o nadador Gustavo Borges, ouro nos 100m livre e no revezamento 4x100m livre, prata nos 200m livre e no revezamento 4x200m livre e bronze nos 50m livre. Com Hortência e Paula jogando o fino, a seleção de Basquete bateu Cuba na decisão por 97 x 75 e ficou com o ouro, o que valeu uma tirada bem humorada e inesquecível do presidente Fidel Castro na hora de agraciar as atletas com as medalhas douradas. O líder não quis premiar as duas principais jogadoras da equipe brasileira. Mas era apenas brincadeira.
E se a Geração de Prata do Vôlei, com Bernard e outros, deixou saudade, por ter popularizado o esporte no Brasil, o que dizer da Geração de Ouro, formada por Tande, Giovane, Maurício e Marcelo Negrão? Em Havana, eles ficaram com a prata ao serem derrotados na final por Cuba. E foi nesta derrota que encontraram a força suficiente para no ano seguinte ganharem o ouro olímpico, em Barcelona, na Espanha.
Para superar os EUA no total de medalhas de ouro (140 a 130), Cuba colecionou conquistas no Levantamento de Peso (29), no Atletismo (18) e no Boxe (11). Nos ringues, o país caribenho só deixou escapar uma medalha dourada, na categoria até 63,5kg, vencida pelo americano Steve Johnston. No Vôlei, obteve o ouro no masculino e no feminino, sendo que entre as mulheres com uma geração comandada por Mireya Ruiz, que entraria para a história do esporte ao ser tricampeã olímpica nos anos seguintes.
Curiosidades
Cuba supera EUA Cuba conseguiu, pela primeira e única vez, superar os Estados Unidos no quadro de medalhas: somou 265 pódios (140 medalhas de ouro), contra 352 dos americanos (130 de ouro).
Estréia de sucesso O nadador Gustavo Borges iniciou a sua trajetória vitoriosa ao ganhar cinco medalhas: duas de ouro (nos 4x100m e nos 100m livre), duas de prata e uma de bronze.
Homenagem de Fidel Na final feminina do basquete, Fidel Castro fez questão de homenagear Paula e Hortência, após as duas jogadoras comandarem a seleção na conquista do ouro com uma vitória sobre a equipe local por 97 x 76.