1995 - Mar del Plata

 
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Mar del Plata - 1995

Quadro geral de medalhas
País / Medalhas Medalha de ouro Medalha de prata Medalha de bronze total
Estados Unidos 170 145 110 425
Cuba 112 66 60 238
Canadá 47 61 69 177
Argentina 40 45 74 159
México 23 20 37 80
Brasil 18 27 38 83
Venezuela 9 14 25 48
Colômbia 5 15 28 48
Chile 2 6 10 18
Porto Rico 1 9 12 22
 

Os Estados Unidos retornaram à supremacia continental nos XII Jogos Pan-Americanos, disputados de 11 a 26 de março de 1995 em Mar del Plata, na Argentina. Além da sede, também houve competições em outras cinco cidades. Não era para menos: 5.144 atletas de 42 países competiram em 34 esportes diferentes, sete deles estreantes no evento – Badminton, Esqui Aquático, Karatê, Pelota Basca, Raquetebol, Squash e Triatlo. O Brasil, apesar do grande número de atletas presentes (401) ficou apenas em sexto lugar, com 18 medalhas de ouro e 82 no total.


Lobi, um simpático leão-marinho, foi escolhido como a mascote dos Jogos de Mar del Plata. Ela serviu de inspiração para os bons momentos brasileiros. No estreante Triatlo, Leandro Macedo faturou a medalha de ouro, assim como os mesatenistas Hugo Hoyama e Claudio Kano, que morreria em 1996, num acidente de moto. No Hipismo, o lendário Nelson Pessoa voltaria a ganhar o ouro, feito que já havia conseguido no Pan de Winnipeg, no Canadá, em 1967, dessa vez tendo ao seu lado na equipe o próprio filho, Rodrigo Pessoa, além de Vitor Alves Teixeira e André Bier Johannpeter.


Joaquim Cruz, campeão olímpico em 1984, em Los Angeles, marcou o seu retorno às pistas após uma série de lesões e cirurgias no tendão de Aquiles para vencer a prova de 1500m. Na Vela, começava a brilhar com mais intensidade a estrela de Robert Scheidt, ouro na Classe Laser. Hoje em dia, após tantas conquistas, é sem contestação o melhor do mundo na sua especialidade. Na Natação, Gustavo Borges fez a festa, ajudando a equipe brasileira a conquistar três medalhas de ouro, sete de prata e seis de bronze, com dois novos recordes pan-americanos, 12 sul-americanos e 13 brasileiros.


Mesmo terminando em quarto lugar no quadro de medalhas, a Argentina, em casa, teve o seu melhor desempenho em muitos anos e ganhou 40 medalhas de ouro, 29 a mais do que no Pan de Havana. Uma das vitórias mais dramáticas foi no Futebol: com uma geração formada por jogadores que fariam sucesso no cenário internacional, a equipe derrotou o México na final, nos pênaltis. Já o Brasil foi humilhantemente eliminado por Honduras, também nas penalidades máximas, nas quartas-de-final. A patinadora argentina Nora Alicia Vega, por sua vez, ganhou dois ouros, uma prata e um bronze, repetindo o feito que havia conseguido em San Juan, de Porto Rico, em 1979.


Alguns fatos curiosos aconteceram em Mar del Plata. Um deles foi a delegação das Ilhas Virgens Britânicas, composta por apenas um atleta, o velejador Robert David Hirst, oitavo colocado na Classe Laser. Estreante nos Jogos, a Dominica, também com uma delegação muito pequena, festejou a conquista da prata por Jerome Romain no salto triplo, com 17m24.

Curiosidades

Novas modalidades O Triatlo fez a sua estréia nos Jogos Pan-Americanos e o brasileiro Leandro Macedo faturou a medalha de ouro. Karatê e Squash também estiveram pela primeira vez no evento.

Recordista O mesatenista Cláudio Kano superou a marca do nadador Djan Madruga, se transformando no recordista brasileiro de medalhas no Pan: 12 (sete de ouro, três de prata e duas de bronze).

Derrota de Popó O baiano Acelino Freitas, o Popó, campeão mundial dos superpenas da AMB (Associação Mundial de Boxe), foi finalista da categoria leve (até 60kg), mas perdeu para o cubano Julio González.