1955 - Cidade do México

 
Todas as edições:

México - 1955

Quadro geral de medalhas
País / Medalhas Medalha de ouro Medalha de prata Medalha de bronze total
Estados Unidos 81 58 38 177
Argentina 27 31 15 73
México 17 11 30 58
Chile 4 7 13 24
Canadá 4 4 3 11
Venezuela 2 5 11 18
Brasil 2 3 12 17
Colômbia 2 3 1 6
Cuba 1 6 6 13
Panamá 1 1 0 2
 

Foi nos II Jogos Pan-Americanos, realizados de 12 a 26 de março de 1955, na Cidade do México, que o vôlei e o nado sincronizado passaram a fazer parte da programação; o Canadá finalmente estreou; o Brasil teve o pior desempenho da história (ficou em sétimo lugar, com 17 medalhas e apenas duas de ouro) e, graças ao ar rarefeito da capital asteca, alguns recordes foram quebrados no Atletismo – 17 pan-americanos e dois mundiais: no salto triplo, com Adhemar Ferreira da Silva (16m56) e nos 400m rasos, com o americano Louis Jones cravando 45s4. No total, 22 países enviaram 2.583 atletas para competir em 17 modalidades – duas a menos que nos jogos de quatro anos antes.


As medalhas de ouro do Brasil, que enviou à Cidade do México 135 atletas, foram conquistadas por Adhemar Ferreira da Silva e Luís Ignácio, no boxe. Os brasileiros também ganharam outras medalhas, menos reluzentes, no atletismo, basquete, levantamento de peso, pólo aquático, tênis e vôlei. Um destaque foi a tenista Maria Esther Bueno, que, em parceria com Ingrid Charlotte Metzner, ganhou o bronze no torneio feminino de duplas. Nos anos seguintes, ela levantaria títulos em Wimbledon (1959, 60 e 64) e no US Open (1959, 63, 64 e 66), deixando o seu nome entre as melhores na história do tênis.


Os atletas do Brasil levaram cinco dias em cansativos vôos da Força Aérea Brasileira (FAB) para chegar até a Cidade do México. Já a delegação americana, sem dinheiro, teve a ajuda de várias empresas. A Paramount Pictures, por exemplo, doou a bilheteria do primeiro dia de exibição de "The County Girl" em Nova Iorque e em Los Angeles. A principal estrela do filme era Grace Kelly, cujo irmão conquistou medalha de ouro no remo, neste mesmo Pan. Indústrias têxteis ofereceram os uniformes e até a equipe de basquete dos Harlem Globetrotters contribuíram com o cachê que uma emissora de TV ofereceu para transmitir um jogo ao vivo.


Após o fracasso em Buenos Aires, os Estados Unidos passaram a encaram com mais seriedade os Jogos Pan-Americanos, que, por serem realizados sempre um ano antes das Olimpíadas, servem como uma espécie de preparativo de luxo das equipes para a competição poliesportiva mais importante do planeta. Por isso, enviaram ao México cerca de 300 atletas e não tiveram dificuldade para liderar o quadro de medalhas, com 88 medalhas de ouro e 184 no total – a Argentina ficou em segundo –, ainda que dois de seus atletas não tivessem suportado as temperaturas elevadas e sofrido violenta insolação.


Apesar do sol inclemente e da altitude, diversos atletas americanos se destacaram nas suas modalidades, mas nenhum deles ganhou tantas medalhas douradas quanto o ginasta Jack Beckner, campeão por equipes, nos exercícios combinados, no solo, no cavalo com alças, nas barras paralelas e nas argolas. Ele sozinho levou para casa seis ouros e foi mais vitorioso que a grande maioria dos países participantes, inclusive o Brasil.

Curiosidades...

Quebra de recorde Adhemar Ferreira da Silva foi bicampeão no salto triplo, quebrando o recorde mundial, com 16m56. O saltador seria bicampeão olímpico em Melbourne, na Austrália, em 1956.

Um atleta e seis ouros O ginasta norte-americano Jack Beckner conquistou seis medalhas de ouro no Pan da Cidade do México. Ele foi campeão por equipes, exercícios combinados, solo, cavalo com alças, barras paralelas e argolas.

Vôlei faz estréia O vôlei estreou nos Jogos Pan-Americanos e o Brasil ganhou duas medalhas de bronze. Quatro anos depois, seria ouro e prata.