Santo Domingo - 2003
| Quadro geral de medalhas | ||||
| País / Medalhas | total | |||
| Estados Unidos | 118 | 80 | 74 | 272 |
| Cuba | 71 | 42 | 38 | 151 |
| Canadá | 29 | 56 | 41 | 126 |
| Brasil | 28 | 40 | 54 | 122 |
| México | 20 | 27 | 32 | 79 |
| Argentina | 16 | 21 | 28 | 65 |
| Venezuela | 16 | 20 | 28 | 64 |
| República Dominicana | 10 | 12 | 19 | 41 |
| Colômbia | 10 | 8 | 24 | 42 |
| Jamaica | 4 | 3 | 6 | 13 |
Pela terceira vez uma cidade do Caribe recebeu os Jogos Pan-Americanos e foi em Santo Domingo, capital da República Dominicana, de 1º a 17 de agosto de 2003, que o Brasil teve o seu desempenho mais expressivo. Foram 123 medalhas conquistadas, sendo 28 delas de ouro. Dos 478 integrantes da equipe, a maior delegação do país na história do evento, 288, ou 60%, voltaram para a casa com uma medalha no peito. Muitas instalações para os Jogos foram entregues na última hora e a organização dos dominicanos deixou a desejar. Mesmo assim, a competição foi importante para 5.196 atletas de 44 países, que competiram em 35 diferentes modalidades esportivas.
Parecia uma nova Era para o esporte do Brasil, a ponto de existir um saudável duelo particular entre os próprios atletas. O nadador Gustavo Borges e Hugo Hoyama, do Tênis de Mesa, chegaram em Santo Domingo dispostos a decidir quem era o esportista brasileiro com mais conquistas de ouro nos Jogos. Cada um ganhou uma – Borges no revezamento 4x100m livre e Hoyama nas duplas, com Thiago Monteiro – e continuaram empatados no topo, com oito medalhas douradas cada um. No total, o nadador está em vantagem, com 19 pódios.
A maioria das medalhas brasileiras foi conquistada na Natação: foram 21, com destaque para Fernando Sherer, o Xuxa, que derrotou o campeão olímpiro Gary Hall e conquistou o tricampeonato pan-americano nos 50m livre. Outro que brilhou foi Rogério Romero, que aos 33 anos de idade ganhou o ouro nos 200m costas. Tri não foi privilégio exclusivo de Xuxa e o velejador Robert Scheidt fez o mesmo na classe Laser. Outros atletas do Brasil já haviam sido tricampeões: Adhemar Ferreira da Silva e Eronildes Araújo, no Atletismo.
O Judô se recuperou do desempenho modesto de quatro anos antes e conquistou em Santo Domingo cinco medalhas de ouro e oito no total. A equipe feminina de Handebol e a de Ginástica Rítmica foram bicampeãs, assim como a tenista Joana Cortez – ouro nas duplas, com Bruna Colósio, Vanderlei Cordeiro na Maratona e Lucélia de Carvalho no Karatê. No torneio masculino de Handebol, uma vitória sensacional dos brasileiros na prorrogação contra a Argentina valeu o ouro. A final masculina do Tênis, entre Fernando Meligeni e Marcelo Ríos, do Chile, foi especial, pois marcava a despedida de Fininho das quadras. Ele ganhou de virada, fechando com chave de ouro a sua brilhante carreira.
Oito meses após o fim dos Jogos de Santo Domingo, o Brasil ganhou outro bicampeonato, no revezamento 4x100m, com André Domingos, Claudinei Quirino, Edson Luciano e Vicente Lenílson, devido ao resultado positivo do antidoping realizado pelo americano Mickey Grimmes após a prova dos 100m rasos, na qual ele venceu. Outras "heranças", resultado da desonestidade dos concorrentes, aconteceram no Atletismo e no Remo. Christiane Ritz foi bronze nos 800m e Rui Valle, Ronaldo da Gama, João Hildebrando Borges Junior e Gustavo Villela, prata no four skiff peso leve.
Curiosidades
Batalhão de medalhistas Dos 478 integrantes da equipe brasileira (a maior delegação da história do país nos Jogos), nada menos do que 288, ou 60% do total, voltaram para casa com uma medalha no peito.
Dois ouros no handebol O Handebol foi o único esporte coletivo que conquistou dois ouros no Pan de Santo Domingo. A decepção ficou por conta do Vôlei, que voltou com apenas um bronze (equipe masculina).
Evolução brasileira Das cinco maiores forças esportivas do continente (Estados Unidos, Cuba, Canadá, Brasil e Argentina), o Brasil foi o único que evoluiu em relação aos jogos anteriores.