1967 - Winnipeg

 
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Winnipeg - 1967

Quadro geral de medalhas
País / Medalhas Medalha de ouro Medalha de prata Medalha de bronze total
Estados Unidos 128 69 47 244
Canadá 17 39 50 106
Brasil 11 10 5 26
Argentina 8 14 12 34
México 7 16 25 48
Cuba 7 16 24 47
Trinidad e Tobago 2 2 3 7
Venezuela 1 4 6 11
Colômbia 1 2 5 8
Porto Rico 1 2 3 6
 

Vários recordes foram quebrados no Atletismo e nas piscinas durante os V Jogos Pan-Americanos, disputados de 24 de junho a 6 de agosto em Winnipeg, no Canadá. O alto nível técnico marcou o Pan, que terminou bem, mas começou mal: um temporal afugentou o público da cerimônia de abertura, assistida por apenas 18.097 pessoas. A chuva danificou os instrumentos da banda musical e foi neste contexto que o príncipe Philip abriu oficialmente a competição. Os Estados Unidos venceram fácil, com 128 medalhas de ouro e 244 no total. O Brasil ficou em terceiro lugar, com 26 medalhas, sendo 11 de ouro. A festa do esporte reuniu 2.367 atletas de 29 países, que competiram em 19 modalidades diferentes.


A maioria dos recordes aconteceu na Natação, com destaque para o americano Mark Spitz, com cinco medalhas de ouro e três novas marcas mundiais, nos 100m e nos 200m borboleta e no revezamento 4x200 livre. As outras, ele ganhou nas provas de 4x100m livre e medley. O nadador viria a se transformar num mito do esporte nas Olimpíadas de Munique, na Alemanha Ocidental, em 1972, quando conquistou sete medalhas de ouro. No Atletismo, os Estados Unidos contavam com esportistas que fizeram história, como o saltador Ralph Boston e o velocista Lee Evans.


O Brasil enviou uma delegação enxuta para Winnipeg, com 132 atletas – contra 385 que competiram no Pan de São Paulo – e não disputou quatro esportes. Mesmo assim, obteve resultados expressivos. Na Vela, os brasileiros chegaram no Pan com a banca de líderes do ranking mundial e justificaram o prestígio, conquistando o ouro nas classes Finn, com Joerg Bruder e na Snipe, com Nelson Piccolo e Carlos Henrique de Lorenzi. Na Flying Dutchman, Burkhard Cordes e Reinaldo Conrad ficaram com a prata, mas levaram o ouro na mesma classe um ano depois, nas Olimpíadas da Cidade do México.


No Hipismo, o Brasil também brilhou ao vencer os Estados Unidos, quase imbatíveis, na prova de saltos por equipes e conquistar o ouro. Pai de Rodrigo Pessoa, um dos melhores ginetes da atualidade, Nelson Pessoa na época era considerado o melhor cavaleiro do mundo, e liderou rumo à vitória a equipe que também era formada por Antônio Alegria, José Reynoso e Renildo Guimarães.


Se o Atletismo não ganhou as medalhas douradas, o mesmo não aconteceu com outros esportes. Na Natação, José Sylvio Fiolo venceu as provas de 100m e 200m peito, e ainda levou o bronze no revezamento 4x100m medley. O tenista Thomaz Kock, por sua vez, ganhou as competições de simples e duplas, esta ao lado de Edson Mandarino, seu parceiro de sucesso na disputa da Copa Davis. Koch foi o principal tenista brasileiro até o surgimento de Gustavo Kuerten na década de 90.


Foi no Canadá que o Brasil ganhou a sua única medalha de ouro na Esgrima, com a vitória de Artur Telles sobre o americano Frank Anger na espada individual. No judô os brasileiros começaram a se destacar, desenhando o que acontece nos dias de hoje com as vitórias de Akira Ono (até 63kg) e Takeshi Miura (até 70kg) e mais uma medalha de bronze.

Curiosidades

O maior das piscinas A grande estrela da natação foi o americano Mark Spitz, com cinco medalhas de ouro –100m e 200m borboleta, revezamentos 4x100m e 4x200m livre e 4x100m medley. Na Olimpíada de 1972, em Munique, na Alemanha, ele ganharia sete ouros.

Tempestade na abertura Um violento temporal castigou Winnipeg no dia da cerimônia de abertura, chegando a danificar os instrumentos da banda musical que se apresentava.

Ouro na esgrima A esgrima brasileira viveu seu melhor momento e faturou o único ouro pan-americano de sua história com Artur Telles, na espada individual.