1999 - Winnipeg

 
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Winnipeg - 1999

Quadro geral de medalhas
País / Medalhas Medalha de ouro Medalha de prata Medalha de bronze total
Estados Unidos 106 119 79 304
Cuba 70 40 47 157
Canadá 64 52 80 196
Brasil 25 32 44 101
Argentina 25 19 28 72
México 11 16 30 57
Colômbia 7 17 18 42
Venezuela 7 16 17 40
Jamaica 3 4 6 13
Guatemala 2 1 1 4
 

Os XIII Jogos Pan-Americanos, de 23 de julho a 8 de agosto de 1999, em Winnipeg, no Canadá, foram considerados os mais organizados da história, em parte graças a experiência adquirida pela cidade canadense na primeira vez em que foi a sede da competição, em 1967 e ao tempo que teve para organizá-la – cinco anos, desde que foi indicada como a cidade anfitriã. Pela primeira vez, os brasileiros superaram a marca de 100 medalhas, sendo 25 de ouro, terminando em quarto lugar na classificação geral. Novamente, os Estados Unidos ficaram no topo do quadro de medalhas, com 106 de ouro e 296 no total. Participaram da festa do esporte 5.275 atletas de 42 países, que competiram em 34 modalidades esportivas.


Dessa vez, Winnipeg teve duas mascotes: o pagagaio Lorita e o pato pan-americano. O Brasil enviou ao Canadá 436 atletas e teve muitos destaques, numa prova de evolução do país na prática de esportes olímpicos. O Atletismo igualou o recorde de 16 medalhas conquistadas pela Natação em 1995. Eronildes Araújo venceu pela terceira vez seguida a prova dos 400m com barreiras, igualando a marca de Adhemar Ferreira da Silva no salto triplo dos Jogos de 1951, 55 e 59. Outra vitória marcada pela emoção foi a da seleção feminina de vôlei, vencendo Cuba na final. O torneio de Vôlei de Praia foi realizado pela primeira vez e Adriana Behar e Shelda foram as melhores.


Já a seleção masculina de basquete superou o trauma causado por não ter conquistado uma vaga para as Olimpíadas de Sydney, na Austrália, em 2000, e bateu por 95 x 78 uma equipe americana formada por profissionais para garantir a medalha de ouro, repetindo o feito do Pan de Indianápolis, 12 anos antes. No Hipismo, não teve novidade: a equipe de saltos, com Rodrigo Pessoa, Vitor Alves Teixeira, Bernardo Resende Alves e Alvaro Affonso de Miranda Neto, o Doda, conquistou o bicampeonato.


Nas piscinas aquecidas de Winnipeg, Fernando Scherer, o Xuxa, se tornou o primeiro brasileiro a ganhar quatro medalhas de ouro numa edição dos Jogos, nos 50m, 100m e 4x100m livre, além do 4x100m medley, (sempre quebrando recordes pan-americanos). Gustavo Borges, por sua vez, ganhou cinco medalhas (três de ouro), se consagrando com o brasileiro com maior número de pódios na história do evento – 15 no total. Até hoje o Brasil se ressente da falta de nadadores de ponta capazes de substituir com o mesmo talento Gustavo Borges e Xuxa.


Cuba manteve o segundo lugar, atrás apenas dos Estados Unidos e na frente dos anfitriões no total de medalhas de ouro, mas sofreu algumas baixas: no Atletismo, Javier Sotomayor perdeu a medalha de ouro no salto em altura porque seu exame antidoping detectou o uso de cocaína. Além disso, nove membros da delegação pediram asilo político ao Canadá, sendo sete atletas, um técnico e um jornalista, que nunca mais retornaram à ilha caribenha.

Curiosidades

Mais de 100 medalhas Pela primeira vez, o Brasil superou a marca das 100 medalhas conquistadas em um único Pan-Americano.

Novo recordista Gustavo Borges atingiu em Winnipeg a marca de 15 medalhas em Jogos Pan-Americanos, superando Cláudio Kano, morto em acidente automobilístico.

Fim da hegemonia cubana no vôlei A seleção feminina de vôlei, com uma equipe renovada e destaque para Elisângela e Érika, quebrou a hegemonia das cubanas, que não perdiam o Pan desde 1971.