Renzo Agresta: a esperança para quebrar um tabu


Há poucos registros sobre a introdução da esgrima no Brasil. É provável que tenha chegado ao país a partir da vinda dos primeiros exploradores, nos séculos XV e XVI. Com a transferência da Corte portuguesa, em 1808, a prática começou a se difundir, mas permaneceu restrita ao meio militar.
A esgrima passou a se firmar como esporte no país a partir de 1907, quando a Missão Militar Francesa fundou, em São Paulo, uma sala de armas na Força Pública.
São Paulo sediou o primeiro campeonato em 1925, com a participação exclusiva de militares. Em 1927 surgiu a Confederação Brasileira de Esgrima, que organizou o primeiro torneio nacional no ano seguinte.
Apesar de ter sido introduzida há mais de um século no país, a esgrima ainda tem divulgação restrita, sendo praticada em poucos estados brasileiros. Falta de intercâmbio internacional e de investimentos são os principais entraves apontados pelos atletas.
Expectativa para o Pan em 2007 e para Olimpíada de 2008
A esgrima brasileira tenta quebrar, no Rio de Janeiro, um jejum de 28 anos no Pan-Americano. Foi nos Jogos da Cidade do México, em1975, que o país ganhou a última medalha na modalidade: bronze por equipe, na espada. A única medalha de ouro foi conquistada nos Jogos de Winnipeg, no Canadá, em 1967, pelo atleta Artur Cramer.
O Brasil estreou em 1951, na Argentina, conquistando duas medalhas de bronze no sabre, com Estevão Molnar e por equipe. Nas disputas por equipes, na espada masculina, o país se dá um pouco melhor. Foi medalha de prata por três vezes seguidas, nos jogos de 1963, 67 e 71, e bronze em 1975. De lá para cá, no entanto, o país sempre foi coadjuvante.
Para a Olimpíada de Pequim, na China, em 2008, a esperança é de que a equipe brasileira possa melhorar a performance de Atenas, na Grécia, em 2004. Mesmo sem conquistar medalhas, a participação foi comemorada. O sabrista Renzo Agresta, o único a não ser eliminado na primeira fase, conquistou a primeira vitória para o país, desde os Jogos de Barcelona, na Espanha, em 1992.
Em seis participações em Olimpíadas, o Brasil nunca conquistou uma medalha.
O craque da esgrima brasileira
O paulistano Renzo Agresta é a principal esperança de medalha da esgrima brasileira, nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. Único atleta do país a conseguir uma vitória na Olimpíada de Atenas, na Grécia, em 20004, Agresta decidiu fazer uma preparação intensiva para o evento carioca. No ano passado viajou para a Itália para um período de aperfeiçoamento de dois anos. Sua intenção é retornar ao país, às vésperas do Pan, em condições de brigar por uma medalha, que o país não consegue há 31 anos.
Atleta do Club Paulistano desde os oito anos, Renzo ganhou seu primeiro título importante em 2001. Aos 16 anos, venceu o Campeonato Pan-Americano adulto. Antes já havia conquistado a mesma competição nas categorias cadete e juvenil.
Na Olimpíada de Atenas conseguiu avançar para a segunda rodada, um feito que um atleta brasileiro não conseguia desde 1992.