Ginástica artística

 
 

Time de estrelas quer dominar o Pan

A chegada da ginástica artística no Brasil coincide com a vinda dos imigrantes alemães ao país, na primeira metade do século XIX. Assim, os primeiros praticantes surgiram no Rio Grande do Sul, por volta de 1820. Mas o grande salto do esporte se deu com a fundação da Sociedade Ginástica de Joinville, em Santa Catarina, criada em 16 de novembro de 1858. A escola, a mais antiga da América do Sul, foi a primeira a formar atletas para competições.


Dependendo de treinadores e atletas abnegados, a ginástica artística só foi ter um projeto nacional há menos de dez anos. O século passado foi perdido pelo país, enquanto outras nações pelo mundo afora investiam pesado em uma das mais tradicionais modalidades olímpicas. A ponto de a ginástica brasileira só se filiar à Federação Internacional em 1951, mesmo ano em que participou pela primeira vez de uma competição estrangeira, os Jogos Pan-Americanos, de Buenos Aires, na Argentina. No entanto, a criação da Confederação Brasileira de Ginástica se deu apenas em 25 de novembro de 1978.


Foi no Pan de 2003, em São Domingo, na República Dominicana, que a modalidade passou a colher os frutos de um projeto instalado em 2000, em Curitiba, denominado de Centro Olímpico. Criado exclusivamente para formar ginastas, o plano piloto da ginástica brasileira rendeu medalhas de prata e de bronze. Foram uma de prata da equipe masculina e uma de bronze da equipe feminina, além de duas de prata e uma de bronze conquistadas por Daniele Hypólito e uma de prata por seu irmão, Diego Hypólito.


O Brasil atualmente tem 12 ginastas entre os 100 melhores do ranking: Diego Hypólito, Victor Rosa, Michel Conceição, Mosiah Rodrigues, Caio Costa, Laís Souza, Daiane dos Santos, Daniele Hypólito, Merly de Jesus, Camila Comin, Ana Paulo Rodrigues e Thais D’Almeida.


Expectativa para o Pan e as Olimpíadas 2008


A ginástica artística brasileira acalenta o sonho de realizar sua melhor campanha em um Pan, em 2007, no Rio de Janeiro. Recentes resultados obtidos nas etapas da Copa do Mundo e a evolução da modalidade alimentam esta expectativa. A meta é tirar de Estados Unidos e Canadá a hegemonia do continente, já que no âmbito sul-americano o Brasil já é soberano na modalidade.


O nome brasileiro do momento


Daiane dos Santos vai estar com 24 anos no Pan 2007. Já veterana para os padrões da ginástica artística, ela chegará aos Jogos ainda como o grande expoente brasileiro na modalidade. Seus feitos a credenciam para tal. Medalha do ouro no Campeonato Mundial de 2003 e quinta colocada nas Olimpíadas de Atenas (a melhor colocação do país nos Jogos Olímpicos), Daiane é reconhecida internacionalmente também pelo movimento que só ela executa no solo, o duplo twist carpado, batizado de "Dos Santos".