Ginástica rítmica

 
 

No ritmo do corpo

Modalidade exclusivamente feminina, a ginástica rítmica tem seus primórdios no Século XIX, ao incorporar passos do balé à chamada ginástica de grupo. Mas é somente a partir do fim da I Guerra Mundial, em 1918, que o esporte começa a dar seus primeiros passos, ainda sem regras específicas.


Sua criação efetiva aconteceu na União Soviética, na década de 40. O termo “rítmica” é usado pelo fato de o esporte misturar dança e música com elementos usados na ginástica artística. A leveza, o ritmo, a fluência e a dinâmica são suas principais características. O primeiro campeonato internacional é realizado no Leste Europeu, em 1961. Um ano depois, a modalidade é reconhecida pela Federação Internacional de Ginástica. A configuração da modalidade, como a conhecemos hoje, se dá durante a realização do primeiro campeonato mundial, em 1963, em Budapeste, na Hungria. Nele foram usados alguns dos elementos utilizados atualmente, como a bola, o arco e a corda. Fita e maças só foram introduzidas em 1966.


A ginástica rítmica foi reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) na década de 80, quando conseguiu sua primeira participação em uma Olimpíada, nos Jogos de Los Angeles, nos Estados Unidos, em 1984, mas somente com competições individuais. A categoria “conjunto” só foi introduzida nos Jogos de Atlanta, também nos EUA, em 1996. Desde a segunda participação, em Seul, na Coréia do Sul, em 1988, a Rússia vem dominando a modalidade. O país subiu ao pódio em todas as edições. Em Atenas 2004 levou a medalha de ouro nas competições por equipe e individual, esta com Alina Kabaeva.


A ginástica ritmica no Pan


A história da ginástica rítmica nos Jogos Pan-Americanos é relativamente curta. A primeira aparição aconteceu em 1955, na Cidade do México, com provas de cordas e maças, mas como parte da ginástica artística. A estréia como modalidade, no entanto, só ocorreu 32 anos depois, em Indianápolis, nos Estados Unidos, em 1987.


Cubanas e norte-americanas são as principais forças na modalidade individual. Desde a introdução do esporte no Pan, elas vêm se revezando na disputa por medalhas de ouro, com canadenses e argentinas correndo por fora.


Na modalidade conjunto, porém, o Brasil assumiu a hegemonia, a partir de 1999, em Winnipeg, no Canadá, e tentará o tricampeonato no Rio, após o bi conquistado em Santo Domingo, na República Dominicana, em 2003. Na mesma categoria, as brasileiras já haviam conseguido uma medalha de prata, em Havana, Cuba, em 1991, e um bronze, em Mar Del Plata, na Argentina, em 1995. Além destes quatro pódios, o país só “medalhou” mais uma vez, com Tayanne Mantovaneli, bronze na maça, em Santo Domingo.


De acordo com previsões de integrantes da comissão técnica brasileira, Argentina e México têm crescido bastante e devem ser adversárias fortes em 2007.