Pentatlo moderno

 
 

Herança militar

O pentatlo moderno foi introduzido no Brasil pelos dos militares, como exercício. A presença das Forças Armadas na modalidade foi tão marcante que, até a década de 50, só pessoas ligadas aos Exércitos é que ganhavam os principais torneios. A história só começou a mudar um pouco a partir de 1952, nas Olimpíadas de Helsinque, na Finlândia, o que democratizou um pouco o esporte.


O Brasil participaria ainda de mais quatro Olimpíadas: Melbourne, na Austrália, em 1956; Roma, na Itália, em 1960; Tóquio, no Japão, em 1964 e Atenas, na Grécia, em 2004. Em Helsinque, na primeira participação brasileira no pentatlo moderno olímpico, o Brasil foi representado por Eduardo Leal de Medeiros, Aloysio Alves Borges e Eric Tinoco Marques, todos com a patente de capitão do Exército Nacional. Medeiros foi quem obteve o melhor resultado, terminando na décima posição. Borges ficou na 21ª e Marques na 29ª.


Quatro anos mais tarde, em Melbourne, a mesma equipe ficou fora das finais da competição. Em Roma, Eric Tinoco Marques, o mais experiente da equipe, acabou não participando das disputas. O capitão Wenceslau Malta ficou na 32ª colocação, o primeiro-tenente José Wilson Pereira e o segundo-tenente Justo Botelho Santiago terminaram na 50ª e na 27ª colocações, respectivamente. Na competição por equipes, o Brasil terminou em 13º.


Em 1964, em Tóquio, apenas o capitão José Wilson Pereira representou o Brasil. Ele acabou não conseguindo se classificar para as finais da competição. Atenas-2004 marcou a volta do pentatlo moderno brasileiro a uma Olimpíada depois de 40 anos, representado por Samantha Harvey, que ficou com o 25º lugar, e Daniel Santos, que ficou na 29ª colocação.


Expectativas para os Jogos Pan-Americanos e Olimpíadas


Ainda não foram definidos os critérios de classificação dos atletas do pentatlo moderno brasileiro para o Pan. A expectativa é de que o Brasil possa surpreender e conseguir alguma medalha, como em 2003, em Santo Domingo, quando Samantha Harvey fez 5.256 pontos e ficou com a prata.


Os EUA mais uma vez são os favoritos para as provas. Os atletas norte-americanos querem aproveitar a hegemonia neste esporte para ajudar o país a ser mais uma vez campeão no quadro geral de medalhas.


Principal atleta brasileira


Uma das maiores revelações dos últimos anos no esporte olímpico, a pernambucana Yane Marques é a atual campeã sul-americana, além de ser a maior esperança do pentatlo moderno brasileiro no Pan 2007.


Em 2005, na Guatemala, Yane ganhou o título do Campeonato da Norceca (Confederação das Américas do Norte e Central e do Caribe) de pentatlo moderno, tendo disputado como convidada.


A pentatleta pernambucana chegou à conquista em final emocionante, superando a cubana Katia Rodríguez com diferença de apenas um segundo na corrida. A terceira colocada foi a norte-americana Michelle Kelly.


Na pontuação final, Yane Marques somou 5.164 pontos, contra 5.160 de Kátia Rodríguez e 5.052 de Michelle Kelly. As outras duas brasileiras que participaram da prova, Larissa Lellys e Clarisse Menezes, terminaram no oitavo e 12º lugares, respectivamente.


Nada se compara, porém, ao principal feito da atleta: o primeiro lugar no sul-americano de 2006, disputado na Academia Militar de Agulhas Negras, em Resende (RJ). O ouro de Yane ajudou o Brasil a ser campeão por equipes somando 15.444 pontos. A Argentina ficou em segundo lugar, com 11.128 pontos.