Pólo aquático é marco no esporte do Brasil


O pólo aquático brasileiro é referência dos primórdios do esporte no país. A modalidade estreou em Olimpíadas em Antuérpia, na Bélgica, em 1920, se tornando a primeira equipe brasileira a participar de um esporte coletivo. Logo na estréia, a seleção ficou em sexto lugar. O Brasil só voltou a participar nas Olimpíadas de 1932, em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde protagonizou um episódio lamentável ao agredir um árbitro húngaro após derrota para a Alemanha. Na ocasião, o Brasil perdeu por 7 x 3 e foi eliminado.
Um fato curioso a respeito da história do pólo aquático no Brasil, é que a equipe brasileira que participou dos Jogos de Helsinque, na Finlândia, em 1952, tinha um jogador ilustre em seu grupo de atletas: o ex-presidente da Confederação Brasileira de Desportos (CBD) e da Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa), João Havelange.
Em 1960, na Itália, o Brasil participaria mais uma vez de uma Olimpíada, dessa vez com o reforço do húngaro Aladar Szabo e do destaque brasileiro Márvio Kelly dos Santos. Apesar dos reforços, a seleção brasileira não foi muito longe e a campeã foi a equipe dona da casa. Aproveitando o fato da inexistência de Pré-Olímpicos, o Brasil ainda participou no pólo aquático nos Jogos de 1964, em Tóquio, e de 1968, na Cidade do México, quando ficou em 13º lugar.
Para a Olimpíada de Moscou, na antiga União Soviética, em 1980, foi estabelecido o Pré-Olímpico da modalidade para definir os países com condições de lutar por medalhas e, a partir daí, o Brasil não conseguiu mais se classificar.
Nos Prés-Olímpicos para Sidney 2000 e Atenas 2004, insucessos.
No Brasil, ao contrário da Europa, o pólo aquático é uma prática desconhecida do grande público. Quase ninguém sabe as regras e ainda menos gente se interessa a ponto de acompanhar competições.
Expectativas para os Jogos Pan-Americanos e Olimpíadas
Por ser o país sede, o Brasil tem direito às vagas do pólo aquático, tanto no masculino quanto no feminino. A convocação dos atletas ainda não foi feita. O Brasil corre por fora na disputa entre Estados Unidos e Canadá, favoritos no Pan. As canadenses são favoritas no torneio feminino.
Em outubro e novembro de 2006, houve a Copa Pan-Americana de pólo aquático, a qual definiu os representantes do continente no Mundial de Esportes Aquáticos da FINA, em março de 2006, em Melbourne, na Austrália.
O Brasil só conseguiu a classificação no feminino, pois conquistou o ouro de forma invicta. Canadá e Estados Unidos não mandaram equipes de mulheres, o que tornou a conquista brasileira muito mais fácil. Na final, as brasileiras derrotaram as cubanas por 11 a 9.
Principal atleta brasileiro
Dentre os atletas da seleção brasileira masculina, pode-se destacar o atacante Leandro Machado, de 30 anos, conhecido como Flipper. O apelido surgiu ainda no início da carreira, devido à semelhança com um personagem de um seriado de TV. Flipper está na seleção há 12 anos e, desde 1997, atua na categoria adulto.
Entre os títulos, destacam-se principalmente os de campeão sul-americano por cinco vezes. Ele divide a carreira de atleta e profissional liberal. Trabalha em horário comercial em uma empresa de eletroeletrônico e nos períodos da manhã e à noite se dedica aos treinamentos.
Essa é a realidade da maior parte dos jogadores de pólo aquático do Brasil. O esporte continua na esfera amadora e sem investimentos, o que faz com que os atletas tenham que arrumar uma outra forma de sobreviver.