Esporte é popular, mas Brasil forma poucos craques


O tênis de mesa começou a ser praticado no Brasil por turistas ingleses, que mais ou menos em 1905, começaram a implantá-lo no país. Pode-se fixar o ano de 1912 como início das atividades organizadas do tênis de mesa no país, pois até então este era praticado somente em casas particulares e em clubes. Naquele ano foi disputado o primeiro campeonato por equipes na cidade de São Paulo, sagrando-se vencedor o Vitória Ideal Clube.
Até 1942 o esporte seguiu com altos e baixos, quando atletas cariocas representados por De Vicenzi, A. Neves e G. Ferreira, e paulistas representados por Bolonga, F. Nunes, e W. Silva, aprovaram a tradução das regras e assinaram convênios que levaram à oficialização do tênis de mesa pela CBD (Confederação Brasileira de Desporto).
Em 1947, graças ao esforço de De Vicenzi, o Brasil participou do 3º Campeonato Sul-Americano e, a partir de então, a participação do Tênis de Mesa Brasileiro nos Mundiais vem intensificando o intercâmbio internacional, tão indispensável para o nosso progresso.
O tênis de mesa é mais popular do que o tênis no Brasil. Por ser mais simples do que o esporte praticado em quadras, o pingue-pongue é praticado, na maioria das vezes, como opção de lazer.
Não é difícil adquirir mesa, rede, bola e raquete, e começar a praticar o esporte. O tênis de mesa é muito comum de ser visto em clubes poliesportivos, em áreas de lazer de condomínios e até mesmo em residências. Diferente do tênis tradicional, o pingue-pongue possui entrada em todas as camadas sociais.
Apesar disso, o tênis de mesa profissional nunca caiu nas graças do povo. As competições têm pouco espaço na mídia e não atraem muito público como os esportes populares. Os principais atletas do país estão longe de serem famosos como os astros do futebol, vôlei e basquete. Além do mais, são poucos os praticantes que se tornam federados, vista a quantidade de mesatenistas amadores espalhados pelo país.
Para o Pan-2007, as expectativas são boas em torno dos atletas brasileiros, que brigarão por várias medalhas. O Brasil foi campeão geral do Sul-Americano de Tênis de Mesa-2006, realizado em Buenos Aires.
A seleção brasileira masculina é formada pelos seguintes atletas: Thiago Monteiro, Hugo Hoyama, Cazuo Matsumoto, Gustavo Tsuboi, Bruno Anjos, Ricardo Kojima e Eric Mancini. Já entre as mulheres, a seleção conta com as seguintes jogadoras: Lígia Silva, Mariany Nonaka, Cláudia Ikeyzumi, Jéssica Yamada, Karin Sako, Karin Fukushima, Gabriela Kock e Carina Murashige.
Expectativa para o Pan
O Brasil tem direito a três vagas no masculino e outras três no feminino. Os classificados serão conhecidos após a realização de um torneio classificatório em fevereiro de 2007.
Os brasileiros despontam como favoritos na maioria das categorias do tênis de mesa. As maiores esperanças de medalhas estão por conta de Thiago Monteiro e Hugo Hoyama. Este último, caso seja campeão, passará a ser o maior medalhista brasileiro em Pan-Americanos de todos os tempos.
Segundo Thiago – que é o tenista número um do Brasil até o momento -, esta é a oportunidade de o Brasil definitivamente firmar sua tradição no tênis de mesa pan-americano. O mesatenista aguarda com ansiedade a chance de conquistar uma medalha diante de sua torcida.
Thiago Monteiro, o maior mesatenista do Brasil no momento
Número um no ranking brasileiro até 2006, Thiago Monteiro, é, sem dúvidas, a sensação do momento no tênis de mesa do Brasil. Nascido no Ceará, em 15/06/1981, Thiago encontrou muitas dificuldades para ingressar na carreira.
Segundo o jogador, a falta de estrutura e apoio nos esportes amadores do Brasil foi o maior problema a ser enfrentado. Thiago, porém, contou com a ajuda da família e de pessoas envolvidas com o tênis de mesa para investir em sua carreira. Ao ingressar na seleção brasileira, sentiu-se discriminado pelo fato de ser um dos únicos nordestinos presentes.
Sua primeira medalha foi aos 7 anos, quando foi eleito a revelação de um torneio. De lá para cá, Thiago Monteiro colecionou vários títulos, inclusive medalhas no Pan. Em 2003, em Santo Domingo, foi campeão em duplas e vice na individual. Em Winnipeg, no Canadá, em 1999, Thiago foi medalha de prata por equipes.
O mesatenista espera que, neste Pan, o público possa se interessar mais em assistir ao esporte. O atleta quer mostrar ao Brasil o resultado de sua dedicação diária nos treinamentos e espera, a partir daí ser reconhecido por mais gente.