
EUA não têm adversários na América
Muitos imaginam que o conjunto arco e flexa tem origem européia. Em verdade, os egípcios já usavam as flechas em batalhas no auge do Egito Antigo. Mas a estratégia militar passou a ser utilizada como esporte no século XVI, no Japão. Posteriormente, a nova modalidade esportiva correu o mundo, tendo seu primeiro torneio disputado na Inglaterra em 1673. E foi em terras inglesas mesmo, já no século XVIII, que tomou corpo como modalidade organizada e regulamentos definidos.
Mesmo com uma rápida evolução e a popularidade crescente, apenas em 1931 foi fundada a Federação Internacional de Tiro ao Arco (Fita). No começo, havia apenas quatro países filiados: Bélgica, França, Polônia e Suécia. Mas quando a Grã-Bretanha passou a fazer parte do grupo, o esporte explodiu de vez para o resto do mundo.
Hoje, 142 países são filiados à Federação Internacional de Tiro com Arco (Fita). O esporte só passou a ser disputado em Jogos Olímpicos a partir de 1972, em Munique, na Alemanha. Antes disso, até 1920, houve algumas disputas olímpicas, mas sem um padrão pré-determinado. Por isso, os resultados e quadro de medalhas da modalidade só são considerados desde 72. A grande potência do Tiro com Arco no mundo, tanto no arco recurvo quanto no composto, é a Coréia do Sul, que nos últimos Jogos Olímpicos conquistou três medalhas de ouro e uma de prata. Além disso, no Mundial, também foi muito bem, com dois ouros, um no masculino e outro no feminino, categoria em que a briga com os Estados Unidos é muito boa. Entre os homens, além dos americanos, os principais adversários dos sul-coreanos são os europeus, principalmente França e Suécia.
O Tiro com Arco no Pan
Em Jogos Pan-Americanos, o esporte é amplamente dominado pelos Estados Unidos. Para se ter uma idéia, em todas as sete edições disputadas até hoje, desde 1979, em San Juan, em Porto Rico, os americanos só não conquistaram a medalha de ouro uma única vez, entre as quatros categorias, que são simples masculino e feminino e por equipes, também em ambos os sexos.
Isso ocorreu em 1999, em Winnipeg, no Canadá, quando Yaremis Pérez ficou com o bronze. A cubana Denise van Lamoen-Gómez ficou com o ouro e Denise Parker, do Chile, com a prata. Por isso mesmo, a tendência para o Pan do Rio de Janeiro, em 2007, é que os EUA colecionem ainda mais medalhas.