Brasil

 

Capital: Brasília

População: 187.677.743

Moeda: Real

Língua: Português

IDH: 69ª colocação

lugar
54 - Ouro
40 - Prata
67 - Bronze
161 - Total

Giba

Vôlei

0 medalha no Pan

Foi eleito o melhor jogador do Mundial 2006, no Japão

Robert Scheidt

Vela

3 medalhas no Pan

É bicampeão olímpico, hepta mundial e tri pan-americano

Anfitrião tem sede por medalhas maior que nunca

A força esportiva brasileira nunca foi aproveitada com ímpeto, o que pode ser mostrado pelo fraco desempenho também em Jogos Pan-Americanos. O primeiro nome de destaque do Brasil na competição foi Adhemar Ferreira da Silva, tricampeão no salto triplo em Buenos Aires 51; na Cidade do México 55 e em Chicago 59, com direito a ser o recordista mundial durante um bom tempo com a marca de 16,22m.


Desde então, o atletismo brasileiro tem alcançado grandes marcas. Como em 1975, também na Cidade do México, e 1979, em San Juan, em Porto Rico, onde João do Pulo sagrou-se bicampeão pan-americano tanto no salto triplo quanto no salto em distância. Outra fera brasileira foi Eronildes Araújo, que venceu três vezes consecutivas a prova dos 400m metros com barreiras, em 1991, em Havana, Cuba; 1995, em Mar del Plata, Argentina, e 1999, em Winnipeg, no Canadá.


A natação do Brasil também tem brilhado desde as primeiras edições do Pan. Já em 1951, Tetsuo Okamoto, descendente de japoneses, ficou com o ouro nos 400m e 1.500m livre. Em 1983, em Caracas, na Venezuela, Ricardo Prado ganhou duas pratas (200m borboleta e 200m costas) e dois ouros (200m medley e 400m medley). Em 1991, Gustavo Borges foi o destaque, com a conquista de dois ouros (100m livre e 4x100m livre), duas pratas (200m livre e 4x200m livre) e um bronze (50m livre).


Além do atletismo e da natação, outra modalidade recordista em medalhas em Jogos Pan-Americanos é a Vela, principalmente com craques como Torben Grael, que conquistou as medalhas de ouro e bronze na Classe Soling, em 1983 e 1987, em Indianápolis, nos Estados Unidos. Robert Scheidt, na Laser, é há anos um fenômeno mundial e tem, entre outros feitos, o atual bicampeonato pan-americano.


Mas, antes de Torben e Scheidt, outros nomes brasileiros fizeram história. Em 1959 e 1963, este em São Paulo, Reinaldo Conrad sagrou-se bicampeão da Classe Snipe, tendo como companheiros Antonio M.Barros e Ralph Conrad, respectivamente. Em 1967, em Winnipeg, e em 1971, em Cali, na Colômbia, Joerg Bruder ganhou ouro na Classe Finn. Só para dar um exemplo da força brasileira nos mares do mundo.


Essas três modalidades são muito tradicionais e por isso mesmo têm que ser consideradas as grandes potências do Brasil em edições de Jogos Pan-Americanos. Outro esporte que tem brilhado de uns tempos para cá é o judô. Sergio Pessoa e Shigueto Yamasaki, respectivamente, ficaram com o ouro na categoria até 60kg, em 1987 e 1991. Rinaldo Caggiano, também em 1987, foi campeão entre os judocas até 86kg. Atualmente, há alguns brasileiros campeões pan-americanos: Luiz Camilo (73kg); Flavio Canto (81kg); Mario Sabino (100kg); Daniel Hernandes (acima de 100kg); e no feminino, Edinanci Silva (78kg). É claro que não se pode esquecer do basquete, por exemplo, que acumula grandes resultados, como o ouro masculino em Indianápolis, nos Estados Unidos, em 1987, com uma vitória espetacular sobre os donos da casa. E o feminino, que derrotou as cubanas em Havana, com direito a cumprimentos de Fidel Castro, em 1991. Mas a tradição dessa modalidade, assim como a de todas as outras, não pode ser comparada com as já citadas.

Perspectiva para o Pan 2007

Para o Pan de 2007, no Rio de Janeiro, as maiores esperanças de medalhas, principalmente as de ouro, são as equipes de vôlei de quadra, tanto no masculino quanto no feminino, e de praia, com as duplas Ricardo e Emanuel e Larissa e Juliana e na Vela. Além dessas modalidades, os brasileiros também podem sonhar com conquistas nas Ginástica Artística e Rítmica, Handebol, Hipismo, Judô e Natação. O futebol depende ainda de qual seleção disputará o torneio. O basquete, apesar da falta de bons resultados nos últimos anos, pode beliscar duas medalhas também.


O objetivo de todos no Brasil, principalmente de atletas, técnicos e do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) é bater o recorde de medalhas conquistadas em uma edição – 123, em Santo Domingo - e, se possível pelo menos igualar a melhor colocação da história, que foi em 19, em São Paulo. Sonho perfeitamente possível de ser realizado.