
Participante dos Jogos Pan-Americanos desde a sua primeira edição, em Buenos Aires, na Argentina, em 1951, o Chile, já teve maior peso na competição. Viveu sua melhor fase durante os anos 50, mas, aos poucos, foi perdendo fôlego. Hoje é apenas o nono colocado no quadro histórico de medalhas da competição.
País com pouca tradição nos principais esportes olímpicos, o Chile deve boa parte de suas 195 medalhas pan-americanas a basicamente três esportes: o hipismo, o boxe e o ciclismo. Juntas estas modalidades já deram ao país 58 pódios, nas 14 edições do Pan.
Ao longo dos primeiros eventos, o hipismo e o boxe eram as modalidades que melhores resultados apresentavam. Esporte muito tradicional no Chile, o hipismo é o que mais medalhas obteve: nada menos que 26 pódios, sete de ouro, seis de prata e 13 de bronze. A partir dos anos 70, no entanto, a modalidade começou a perder terreno nos Jogos.
Os boxeadores chilenos também ganharam destaque, nos primórdios do Pan. Entre os anos de 1951 e 1963, no evento em São Paulo, foram conquistadas 16 medalhas nesta modalidade, duas delas de ouro. Assim como o hipismo, o boxe também perderia espaço ao longo dos anos.
A modalidade que continuou apresentando resultados, no decorrer dos Jogos, foi o ciclismo, esporte bastante popular no Chile. Ao longo da história os ciclistas chilenos já arrebataram 16 medalhas em Pan-Americanos. Uma das melhores performances ocorreu nos Jogos de Santo Domingo, na República Dominicana, em 2003, quando ganharam cinco das 22 medalhas conquistadas pela equipe do país.
Depois de terminar os Jogos de Buenos Aires em terceiro lugar, atrás apenas de Argentina e Estados Unidos, o Chile perdeu terreno, até chegar à sua pior performance, em 1975, na Cidade do México, quando acabou em 18º lugar.
Nos Jogos seguintes, em San Juan, em Porto Rico, em 1979, voltaria a figurar entre os dez melhores, com um oitavo lugar, mas caiu novamente nos anos seguintes. Nas duas últimas edições, em Winnipeg, no Canadá, em 1999, e Santo Domingo, não passou do 13º lugar.
Em 2007, no Rio, os chilenos lutam para voltarem a figurar entre os dez melhores no quadro de medalhas do Pan, condição que haviam reconquistado em Havana, Cuba, em 1991, e mantiveram em Mar Del Plata, mas perderam nas duas últimas edições.
A conquista das duas primeiras medalhas de ouro olímpicas de sua história - com os tenistas Nicolás Massú e Fernando González, em Atenas-2004 - trouxe bastante otimismo para o esporte chileno.
As esperanças de medalhas estão depositadas novamente nas modalidades nas quais o país tem alguma tradição, casos do ciclismo, remo, hipismo, patinação e tênis, principalmente se Massú e González participarem.
Além disso, nomes como o de Kristel Kobrich, principal revelação da natação chilena dos últimos anos, dão a certeza de que o país estará brigando por medalhas na modalidade. Kobrich, medalha de bronze em Santo Domingo-2003, primeira nadadora do país a participar de uma Olimpíada, em 2004, ficou entre as 15 melhores nadadoras do mundo em Atenas.
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21h53 (Agência Estado) - Divulgada a lista de tenistas do Pan-americano
Seg, 02 Jul (Yahoo! Notícias)


