
Em toda história do Pan, Cuba tem sido um dos maiores vencedores. É o segundo lugar no quadro geral de medalhas, atrás apenas dos EUA. Em Buenos Aires, em 1951, Cuba ficou em 4º lugar com nove medalhas de ouro, nove de prata e dez de bronze. Em 1955, na Cidade do México, o desempenho cubano foi pior ainda, tendo amargado a nona colocação com apenas um ouro, seis pratas e seis bronzes. Chicago, nos Estados Unidos, em 1959; São Paulo, em 1963, e Winnipeg, no Canadá, em 1967, também registraram participações apenas medianas da delegação cubana, com os respectivos oitavo, quinto e sexto lugares.
A partir dos Jogos Pan-Americanos de 1971, em Cali, na Colômbia, Cuba começou a mostrar sua força, ao conquistar a segunda colocação no quadro geral de medalhas, atrás apenas dos EUA. Essa ordem se manteve até 1991, quando os cubanos conseguiram desbancar o rival da liderança da classificação final. Os Estados Unidos, no entanto, retomaram a hegemonia continental quatro anos depois, em Mar del Plata, na Argentina.
Em 1971, despontavam para o mundo atletas como o ginasta Jorge Rodriguez - com três medalhas de ouro no Pan de Cali - e o saltador Pedro Torres, que quebrou o recorde mundial da prova, com a marca de 17,40m. Vale lembrar ainda, a surpreendente vitória da seleção masculina de basquete, que derrotou os EUA por 73 x 69, eliminando-os ainda na primeira fase. Para se ter uma idéia do feito, até então, os norte-americanos haviam conquistado o ouro no basquete masculino em todas as edições do Pan.
Em 1975, na Cidade do México, Cuba outra vez ficaria com o segundo lugar no quadro geral e despontaria no boxe mundial, ao conquistar o ouro com Teófilo Stevenson na categoria peso pesado. No Pan de 1971, Stevenson tinha ficado com o bronze; e, nos Jogos Olímpicos de Munique, na Alemanha, em 1972, ele conquistou a primeira de suas três medalhas olímpicas de ouro, despontando como um dos maiores pugilistas de seu tempo.
Nos Jogos de San Juan, Porto Rico, em 1979, Cuba dominou totalmente a disputa masculina da ginástica artística. Foram oito medalhas de ouro, quatro de prata e três bronzes.
Em Caracas-1983, os destaques foram o ginasta Casimiro Suárez, que conquistou seis medalhas de ouro na capital venezuelana. No boxe, Cuba faturou o ouro em oito das 12 categorias. Um dos que quebrou a hegemonia cubana foi o norte-americano Pernell Whitaker, futuro campeão mundial como profissional, que ganhou entre os leves (até 60 kg).
Indianápolis-1987 marcava o início de mais um reinado cubano no boxe. Félix Savon foi o campeão e ainda conquistaria o título nas duas edições seguintes do Pan, tornando-se o boxeador com mais vitórias no pesado. Em Havana-1991, a determinação cubana em organizar os Jogos Pan-Americanos, apesar das dificuldades econômicas, foi premiada: Cuba terminaria, enfim, na primeira colocação. O esporte cubano obteve um amplo domínio no levantamento de peso (29 ouros), no atletismo (18) e no boxe (11).
Fidel Castro, governante maior do país, era figura fácil nas premiações dos mais diversos esportes em disputa e, sendo assim, teve a oportunidade de entregar a medalha de ouro pessoalmente a vários atletas de Cuba. Na final do basquete feminino, porém, Fidel teve que se contentar em entregar a prata às suas atletas, que foram derrotadas na final pelo Brasil de Hortência, Paula e Janeth.
Quatro anos depois, em Winnipeg, apesar de mais um bom desempenho esportivo, Cuba teve algumas baixas. Ao todo, nove membros da delegação abandonaram a equipe para pedir asilo político. Desses nove, sete eram atletas, um era técnico e o último era jornalista. Para piorar ainda mais a situação, o cubano Javier Sotomayor acabou perdendo a medalha de ouro no salto em altura por conta do exame antidoping, que detectou o uso de cocaína. Contudo, Cuba conseguiu terminar mais uma vez na segunda colocação no quadro geral de medalhas.
Em Santo Domingo-2003, mais uma vez Cuba confirmava o segundo lugar, com 72 medalhas de ouro, 41 de prata e 39 de bronze, totalizando 152 premiações.
De acordo com o ministro cubano de Esportes, Cristian Jiménez, Cuba quer manter a segunda posição no Pan de 2007. Tirando o ano de 1991, os atletas cubanos vêm terminando em segundo lugar no quadro de medalhas desde a edição de 1971, em Cali, na Colômbia.
Aproximadamente 1.200 atletas estão em preparação para os jogos, mas a delegação terá apenas cerca de 500, afirma o ministro. Cuba é franca favorita a conquistar medalhas no boxe, beisebol, vôlei, basquete, salto, atletismo e ginástica olímpica. Mas os cubanos mostraram nítida queda de rendimento na última Olimpíada, o que pode refletir no an do Rio de Janeiro.
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Qui, 26 Jun (Agência Estado) - Brasil está em segundo no Pan-Americano de Judô em Miami
Sáb, 10 Mai (AFP)


